| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Charadriiformes |
| Subordem: | Lari |
| Família: | Laridae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Subfamília: | Sterninae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | S. superciliaris |
O trinta-réis-pequeno é um Charadriiforme da família Sternidae. É o menor dos trinta-réis de nosso País. Conhecida com trinta-réis-anão.
Seu nome científico significa: de sternula = diminutivo de Sterna (Linaeus-1758); e do (latim) superciliaris = com sobrancelhas. ⇒ Pequena Sterna com sobrancelhas.
O trinta-réis-pequeno mede entre 22 e 23 centímetros de comprimento e pesa entre 40 e 57 gramas.
Apresenta a coroa e pescoço pretos. A garganta, peito, ventre e crisso são brancos. Seu longo e robusto bico é amarelo e seus olhos são marrons. O dorso, asas e sua cauda ligeiramente bifurcada são de coloração cinza. As penas nas extremidades das asas, (rêmiges primárias) são negras. Os tarsos e pés palmados são amarelados. Na plumagem reprodutiva apresenta a coroa e nuca claramente pretas, a testa é branca com uma pequena sobrancelha branca. Na plumagem não reprodutiva apresenta a coroa e os lores esbranquiçados, com manchas pretas ao redor da nuca e da região auricular.
Não há dimorfismo sexual entre o macho e a fêmea.
A plumagem do indivíduo juvenil é semelhante ao do período não reprodutivo adulto, com a cabeça, principalmente branca com manchas pretas ao redor da nuca e da região auricular.
Os jovens da espécie apresentam mancha escura na região pós-ocular, pintas escuras na plumagem do dorso e tons amarronzados na plumagem da cabeça, dorso e asas. O bico do jovem apresenta a ponta escura.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
A dieta alimentar do trinta-réis-anão é formada de pequenos peixes, pequenos crustáceos e pequenos anfíbios que ele captura com seu bico na superfície ou quando mergulha atrás de alimento. Insetos também fazem parte de sua alimentação.
Reproduz-se em praias de lagos e rios amazônicos durante a estação seca. O ninho é formado em espaços abertos, mais ou menos distantes da água, o solo escolhido para a nidificação é arenoso ou de cascalho. Seu ninho é uma depressão simples no chão, onde ele coloca entre 1 e 3 ovos ocre esverdeados com manchas escuras. Os filhotes ao nascer apresentam coloração similar a de areia, que combina perfeitamente com o ambiente onde se encontra o ninho.
Habita praias de rios e lagos, em estuários e ao longo da costa. Vive normalmente solitário, aos pares ou em pequenos grupos.
Presente no Brasil principalmente na Amazônia, atingindo a costa até o Rio Grande do Sul durante as migrações. Encontrado também nas Guianas, Venezuela, Colômbia e, para o sul, até a Argentina e o Uruguai.
Consulta bibliográfica sobre subespécies: